Até o século XIX, a notação matemática servia para escrever quantidades e as operações entre elas. Faltava uma escrita para outra coisa, que os matemáticos faziam o tempo todo sem anotar: raciocinar. “Se isto, então aquilo”; “para todo número”; “existe um número tal que”. Tudo isso continuava sendo dito em latim, francês ou alemão, entre uma fórmula e outra. Este texto conta como o próprio raciocínio ganhou sinais. A álgebra do pensamento No século XIX, a matemática começou a olhar para dentro: o que é um número? o que é uma prova? Para responder, precisava de uma escrita não só para quantidades, mas para afirmações e para os passos entre elas.