Nos símbolos, observa-se uma vantagem para a descoberta que é maior quando eles exprimem a natureza exata de uma coisa de forma breve e, por assim dizer, a retratam. Então, de fato, o trabalho do pensamento é maravilhosamente reduzido. — Leibniz, carta a Tschirnhaus (1678) Newton chegou primeiro ao cálculo, mas quem decidiu como ele seria escrito foi Leibniz. E a escrita fez toda a diferença. A letra d Em 11 de novembro de 1675, num manuscrito em Paris, Leibniz passou a usar a letra $d$ para indicar uma diferença infinitamente pequena. O $d$ vem do latim differentia, palavra ligada ao verbo differre, “separar, levar para lados diferentes”. Assim:
Em 1962, o canadense Kenneth Iverson, que tinha sido professor em Harvard e então trabalhava na IBM, publicou um livro chamado A Programming Language. Apesar do título, era um livro de notação matemática: um jeito de escrever algoritmos de forma concisa e precisa, com símbolos novos para operações sobre listas e tabelas inteiras de números. Poucos anos depois, a própria IBM transformou essa notação numa linguagem que um computador podia executar, e ela ganhou o nome do livro: APL.