Gráficos que salvaram vidas: Playfair, Snow, Nightingale e Minard
Até o fim do século XVIII, números se publicavam em tabelas. Uma tabela é exata, mas obriga o leitor a comparar linha por linha, guardando valores na cabeça. O gráfico de dados troca essa leitura por uma olhada: as diferenças, as tendências e os picos aparecem antes que se leia qualquer número. Quatro gráficos mostram como essa invenção mudou o que se podia ver.
Playfair inventa o gráfico de linhas Exportações e importações da Inglaterra com a África, de 1700 a 1780, no Atlas comercial e político de William Playfair (1786). A área entre as duas linhas mostra a balança comercial.William Playfair · Wikimedia Commons · domínio público Em 1786, o escocês William Playfair, um engenheiro e panfletário de vida agitada, publicou o Atlas comercial e político, com 44 gráficos sobre o comércio inglês. Ali aparecem, pela primeira vez de forma sistemática, o gráfico de linhas com o tempo no eixo horizontal e o gráfico de barras. Em 1801 ele acrescentou o gráfico de setores, a “pizza”. Playfair justificava os desenhos dizendo que o olho apreende a forma de uma série de números muito melhor do que a memória guarda os números.