A teoria das probabilidades não é, no fundo, mais do que o bom senso reduzido ao cálculo.
— Pierre-Simon Laplace, Ensaio filosófico sobre as probabilidades (1814)
Pierre-Simon Laplace (1749–1827) foi o “Newton da França”. Filho de um comerciante de sidra da Normandia, chegou a Paris aos dezenove anos com uma carta de recomendação e saiu da vida como marquês, depois de atravessar a monarquia, a Revolução, o Império de Napoleão e a volta dos Bourbon sem nunca perder o lugar.
Newton tinha explicado o movimento dos planetas, mas deixara uma dúvida: as atrações mútuas não acabariam por desarrumar o Sistema Solar? Laplace passou meio século mostrando que não. Os cinco volumes da sua Mecânica celeste fizeram do céu uma máquina previsível. E, enquanto calculava órbitas, ele percebeu que precisava de uma teoria dos erros de observação, e acabou escrevendo a primeira grande teoria matemática das probabilidades.
Pelo caminho deixou uma equação, uma transformada e um teorema que todo engenheiro usa, e duas ideias que pareciam ficção científica: estrelas tão densas que nem a luz escapa delas, e uma inteligência capaz de prever todo o futuro.
Nesta trilha contamos a vida de Laplace e refazemos, com as contas à vista, onze das suas ideias.
Quem foi
Pierre-Simon Laplace
- Nascimento
- 23 de março de 1749, Beaumont-en-Auge, Normandia
- Morte
- 5 de março de 1827, Paris
- Origem
- França
- Áreas
- Mecânica celeste, probabilidade, análise, física matemática
Roteiro de leitura
Biografia
Descobertas e demonstrações
- Júpiter, Saturno e a estabilidade do Sistema Solar
- A hipótese da nebulosa
- As estrelas escuras
- A equação de Laplace
- O desenvolvimento de Laplace dos determinantes
- A probabilidade clássica e a integral de Gauss
- O teorema do limite central
- O Sol vai nascer amanhã? A regra de sucessão
- A transformada de Laplace
- A velocidade do som
- O demônio de Laplace