Todas as manhãs, no começo daquele mês, quando eu descia para o café, o seu irmãozinho William Edwin e você me perguntavam: “E então, papai, já sabe multiplicar tripletos?”. E eu era sempre obrigado a responder, balançando tristemente a cabeça: “Não, só sei somá-los e subtraí-los”.

— William Rowan Hamilton, carta ao filho Archibald (1865)

William Rowan Hamilton (1805–1865) foi o maior matemático da Irlanda. Menino prodígio das línguas, aos 21 anos, ainda estudante, foi nomeado Astrônomo Real da Irlanda. Reescreveu a óptica inteira a partir de uma única função, previu um fenômeno de luz que ninguém tinha visto e que foi observado poucos meses depois, e deu à mecânica a forma que a física quântica usaria um século mais tarde.

Mas ele é lembrado sobretudo por um passeio. Em 16 de outubro de 1843, caminhando com a mulher ao longo de um canal de Dublin, encontrou a regra que procurava havia anos para multiplicar “números” de quatro partes, os quatérnios, e gravou-a com um canivete numa pedra da ponte. Para chegar lá, teve de abandonar uma das regras mais antigas da aritmética: a de que a ordem dos fatores não altera o produto.

Nesta trilha contamos a vida de Hamilton e refazemos, com as contas à vista, oito das suas ideias.

William Rowan Hamilton

Quem foi

William Rowan Hamilton

Nascimento
4 de agosto de 1805, Dublin
Morte
2 de setembro de 1865, Observatório de Dunsink, perto de Dublin
Origem
Irlanda
Áreas
Óptica, dinâmica, álgebra, quatérnios e teoria dos grafos

Roteiro de leitura

Biografia

Descobertas e demonstrações

Legado e fontes