Discurso em que se mostra que os estudos das artes liberais não são de modo algum impróprios para o sexo feminino.

— Título do discurso em latim que Agnesi recitou aos nove anos, em 1727

Maria Gaetana Agnesi (1718–1799) foi a primeira mulher a escrever um grande tratado de matemática e uma das primeiras a ser nomeada professora de uma universidade. Filha mais velha de um rico comerciante de Milão, aos nove anos recitava em latim um discurso em defesa dos estudos das mulheres, e aos vinte já debatia filosofia natural com os sábios que visitavam a casa do pai.

Em 1748 publicou as Instituzioni analitiche, cerca de mil páginas que levavam o estudante da álgebra elementar até as equações diferenciais, reunindo num só livro, e numa só notação, o que estava espalhado em artigos de Newton, Leibniz, dos Bernoulli e de Euler. A Academia de Ciências de Paris o elogiou, a imperatriz Maria Teresa lhe mandou um anel de diamantes, e o papa a nomeou para a cátedra de matemática de Bolonha.

Pouco depois Agnesi abandonou a matemática. Passou as últimas quatro décadas da vida cuidando de mulheres pobres e doentes, e morreu no asilo que dirigia. O seu nome sobreviveu numa curva em forma de sino, que um tradutor inglês transformou, por engano, na “bruxa de Agnesi”.

Nesta trilha contamos a vida de Agnesi e refazemos, com as contas à vista, a curva, o livro e o que veio depois deles.

Maria Gaetana Agnesi

Quem foi

Maria Gaetana Agnesi

Nascimento
16 de maio de 1718, Milão
Morte
9 de janeiro de 1799, Milão
Origem
Ducado de Milão (hoje Itália)
Áreas
Cálculo diferencial e integral, geometria analítica, ensino de matemática

Roteiro de leitura

Biografia

A matemática de Agnesi

Legado e fontes